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Carmen cantando Adeus Batucada

15 de Maio de 2012

Depois de Londres, Caetano deu o maior susto naquela juventude que queria mudar o mundo, e esperava as mais eletrificadas revoluções musicais. Caetano chegou olhou no fundo do olho da Tv, e tocou no violão Adeus Batucada. Tinha ido embora chorando, mas com o coração sorrindo. Ninguém entendeu bem, mas Carmen era o Pós-Tropicalismo de Caetano Veloso.

A original da Carmen Miranda mesmo, cantando o samba do Sinval Silva em 1935:

“…eles mostraram esperar de mim uma versão mais madura e mais sofisticada daquilo que estavam aprendendo a cultuar: uma fusão do pop inglês com o samba-jazz carioca. Entrei apenas com meu violão e cantei “Adeus Batucada”, o genial samba de SInval Silva que fora  a mais bela gravação de Carmen Miranda. Nada podia ser mais fiel à história tropicalista: um contraste gritante com o samba-jazz e com a fusion, uma referência à Carmen Miranda (e justamente com um samba em que a grande exilada da música popular brasileira dizia que ia embora -chorando, mas com o coração sorrindo – pois ia – deixar todo mundo valorizando a batucada – a garotada ficou perplexa e decepcionada”

(Pedaço do Verdade Tropical, pag. 466, sobre a participação de Caetano no programa Som Livre Exportação, apresentado por Ivan Lins na TV Globo)

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Cordiais Saudações

12 de Janeiro de 2011

Tia Elsie, Dona Carmen, Ariba, Lupi,

tudo bem por aí?

Diz para a dona Oneyda, que o nosso encontro está positivo, e eu não esqueci o seu aniversário de cem.

Por onde andam nossos companheiros-guia, Chiadofone e Coisa da Antiga?

Peço desculpas pelo sumiço, mas ainda não aprendi a mandar notícias nesta fita. Saudades de conversar com vocês pelo Rádio.

Por aqui anda tudo bem. Devagarinho vou ouvindo, lendo, dividindo. Em breve, voltaremos a nos encontrar com a frequência e intimidade daquele tempo. Tempo bom, tempo ruim.

Ganhei dois livros estimulantes do meu bem: Elsie Houston e Acertei no milhar. A Elsie vem com faixas setenteônicas, pitadas de Mario de Andrade, gosto de Villa-Lobos e Patricio Teixeira. O segundo, sambas danados e historietas da malandragem pré e pós Getúlio (bem que o Marcio Barker anunciou).

Os cds também estão frescos, esperando para girar. Chico Alves e Dalva. Chico Alves e Mario Reis, e o pessoal de Recife em 78 rpm. E ainda, o Coqueiro Velho, que tinha na discoteca da Radio Cultura, com as queridas e mil vezes programadas “Amigo Urso” e “Esta noite eu tive um sonho”, Moreira da Silva.

Os estímulos são mil. Só falta sair rodando. Setenta e oito rotações por minuto. Por segundo, rotações. Do minuto, ao milênio.

Quem vem comigo?

Melodia africana

5 de Junho de 2010

Presente do Ronaldo: J.B de Carvalho e Odete Amaral, 1938.